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Voluntários trocam experiências no 9º Encontro do Voluntariado de Guarulhos

Foto: Márcio Lino/ PMG    06/12/2018 14:53

 

O Dia Internacional do Voluntário e o aniversário da Central do Voluntariado (CVG) foi comemorado na noite desta quarta-feira, 5/12, durante o 9º Encontro do Voluntariado de Guarulhos, realizado no Adamastor Centro, sob o tema “Eu posso, eu sou, eu vou", e contou com a participação de mais de 150 pessoas. A ideia é unir a sociedade em prol do bem comum, fomentando a execução de atividades variadas, a exploração de habilidades, a troca de diálogo, o compartilhamento de emoções e orientações. É ensinar o que sabe e aprender com o outro.
 
Atualmente, a CVG tem mais de 1.500 inscritos ativos. Isso reflete uma economia considerável de gastos públicos, uma vez que são cerca de 412 horas semanais que a Prefeitura poupa dos cofres. “Nenhum voluntário substitui sistematicamente a função de um servidor, ele agrega valor ao que já existe”, afirma a coordenadora da Central, Sandra Carvalho. “Precisamos continuar estimulando a capacidade individual e coletiva, pois todos têm talentos para mostrar ou despertar”, completou.
 
Oportunidade é o que o voluntariado representa para a Fernanda de Sousa Rente, professora voluntária de balé há um ano. O público-alvo são crianças de 10 a 12 anos. “Dou aula no CEU Bambi, que fica quase em uma área rural. O desafio foi fazer a relação de um lugar um pouco mais afastado e implantar o balé clássico, que é algo totalmente fora do que elas têm contato. Tive que descobrir como trazer essas crianças para dentro da sala de aula de uma maneira que elas pudessem se ver inseridas. Trabalho em lugares que pagam e não tenho uma relação com as alunas da mesma forma que tenho com as meninas do CEU”, disse.
 
Para a Simone Poltronieri, ou melhor, para a palhaça Dra. Sininho, para atuar no voluntariado é preciso abandonar as desculpas. “Temos o hábito de atrasar muito e procurar inúmeras desculpas para não fazermos as coisas. Eu trabalho fora, sou mãe, avó, lavo, passo, cozinho, vou ao mercado, à feira, ao médico e consigo voluntariar em mais de cinco hospitais da Grande São Paulo, em asilos e em eventos abertos. É como se fosse um energético”, salientou.
 
A Dra. Sininho vê o trabalho voluntário como um estímulo para amar. “Quanto mais eu vou, mais aprendo, evoluo como ser humano e mais me entrego à fé e à esperança. O mundo pode ser melhor com o voluntariado. Às vezes, pensamos que não temos talento para nada, mas quando você se entrega a um abraço você descobre que pode tudo”, ressaltou Simone.
 
A Associação de Deficientes Visuais de Guarulhos (Adevig), assim como outras diversas instituições, precisa de voluntários. “Para nós, esse trabalho é essencial porque, pela falta da visão, sempre precisamos do auxílio de alguém que enxerga. Existem funções específicas que demandam um vidente. Somos independentes, mas não 100%”, salientou Anselmo da Silva Ferreira, cego, membro da diretoria da Adevig.
 
A ONG Atitude do Bem, idealizada por Fabio Ogrisio há 12 anos, possui o projeto ‘Pedalada de Atitude’, que leva deficientes visuais para andarem de bicicleta. Durante o trajeto, os condutores narram tudo o que ocorre ao redor. “Os voluntários são treinados para dar suporte aos deficientes, ensinados a como fazer a audiodescrição e a como guiá-los. Não é só o andar de bicicleta, tem toda uma interação com a pessoa e com o ambiente”, explicou Ogrisio.
 
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