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Bolsas de NY fecham em alta com possível desaceleração em aperto monetário

Monique Heemann    10/01/2019 20:30

 


Os principais índices nova-iorquinos fecharam em alta o pregão desta quinta-feira, 10, ao repercutirem os comentários do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, de que não há um "plano pronto" para a trajetória de aperto monetário, e que a desaceleração global é uma preocupação para o país.

O índice Dow Jones fechou em alta de 0,51%, a 24.001,92 pontos, enquanto o S&P 500 avançou 0,45%, aos 2.596,64 pontos. O Nasdaq subiu 0,42%, a 6.986,07 pontos. O índice de volatilidade VIX, considerado o "medidor de medo" de Wall Street, caiu 2,40%, a 19,50 pontos.

Durante um evento em Washington, Powell reforçou que o Fed não tem um roteiro definido para as elevações de juros no país e que a instituição estará atenta à evolução da economia americana. Mesmo assim, o dirigente voltou a mostrar otimismo com a atividade nos Estados Unidos, que continua "sólida", apesar das ressalvas em relação à economia global, e afirmou que nada sugere um risco elevado de contração no curto prazo em solo americano até o momento.

Os principais índices nova-iorquinos foram às máximas em meio a essas declarações, mas a volatilidade imperou nas bolsas, que também repercutiram uma aparente ênfase do dirigente quanto à necessidade de redução do balanço patrimonial, especialmente quando comparado a comentários anteriores de Powell.

Na última semana, o presidente do Fed afirmou que, caso percebesse que o enxugamento da carteira de ativos pudesse causar problemas aos mercados financeiros, poderia rever a política. Hoje, no entanto, ele destacou que ainda não se sabe a que nível, mas o balanço da instituição será "substancialmente menor".

Mais cedo, os índices marcavam queda sem uma resolução até o momento do conflito comercial entre as duas maiores economias do globo, que após três dias de negociações divulgaram comunicados apontando a continuidade das tratativas.

Apesar disso, o setor industrial, sensível às tensões sino-americanas, marcou forte alta, com as ações da Boeing (+2,55%) em destaque depois que o Morgan Stanley elevou o preço-alvo do papel para US$ 450, 31% acima dos níveis atuais, citando o otimismo sobre a indústria aeroespacial comercial.
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