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Polícia culpa líder de ocupação, que morou em Guarulhos, por tragédia que matou 7 em SP

Redação Guarulhosweb    01/02/2019 14:00

 

A Polícia Civil concluiu e relatou à Justiça o inquérito sobre as causas e eventuais responsabilidades pelo incêndio e desmoronamento do edifício Wilton Paes de Almeida, que deixou sete moradores mortos e dois desaparecidos na madrugada de 1º de maio de 2018, no Centro de São Paulo. O caso completa nove meses nesta sexta-feira, 1º/02.
 
Segundo o relatório final da investigação, obtido nesta semana pelo portal de notícias G1, três coordenadores da ocupação irregular foram responsabilizados criminalmente por suspeita de não tomarem medidas de segurança para evitar o risco de incêndio, que era previsível.
 
Entre eles está Ananias Pereira dos Santos, do Movimento de Luta Social por Moradia (MLSM), que morou e trabalhou em Guarulhos em 2010, conforme noticiou o GuarulhosWeb na ocasião. Além dele, Nireudes de Jesus Oliveira (a Nil) e o genro dela, Hamilton Coelho Resende – também do MLSM – foram indiciados por “crimes de perigo comum” ou “incolumidade pública”, previstos nos artigos 250 e 256 do Código de Processo Penal.
 
A principal hipótese é a de que um curto-circuito no quinto andar causou o fogo que colapsou a estrutura de 24 andares, fazendo-a ruir por completo no Largo do Paissandu.
 
O trio responderá em liberdade por “incêndio, desabamento ou desmoronamento”. Numa eventual condenação, as penas previstas podem variar de seis meses a seis anos de prisão.
 
Em Guarulhos, Ananias manteve um bar na rua do Rosário, ao lado da Faculdade Anhanguera. O local foi também sua residência durante o período. Além do comércio, a famílias já trabalhava com barracas onde vendiam lanches e chegaram a participar de eventos populares na cidade como desfile de carnaval. Ele chegou a participar de eventos da Prefeitura com licença para comercializar lanches em barracas.
 
Ananias, Nireudes e Hamilton foram acusados por sobreviventes de cobrarem dinheiro dos moradores como taxas de manutenção, conservação e limpeza do "prédio de vidro", como o local era conhecido. Mas, apesar desse investimento financeiro, testemunhas contaram à polícia que o edifício não dispunha de extintores de incêndio para uma eventual emergência. Além disso, foram relatados casos anteriores de curtos-circuitos por conta das instalações elétricas clandestinas, chamadas de "gatos".
 
O documento feito pelo 3º Distrito Policial (DP), na Santa Ifigênia, foi finalizado no ano passado. Esse inquérito foi relatado e encaminhado à Justiça estadual de São Paulo. O Ministério Público (MP) analisará o documento e dirá se concorda com a conclusão policial, oferecendo ou não a denúncia contra os três coordenadores à Justiça. O caso segue sob sigilo.
Outros cinco inquéritos estão em andamento envolvendo o prédio: outro na esfera estadual e quatro na federal, já que o edifício pertencia à União.
 
Com informações do G1
 
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