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Juros abrem com viés de baixa com mesmo com alta moderada do dólar

Karla Spotorno    11/02/2019 10:10

 


Os juros futuros ignoraram o dólar em alta e abriram com leve recuo nesta segunda-feira, 11, dia de agenda fraca. Na terça, será divulgada a ata da última reunião do Copom. O viés de baixa é, segundo um operador, uma continuidade do leve ajuste para baixo nas taxas observadas na sessão estendida na sexta-feira, após o fechamento em alta na sessão regular.

Às 9h10, a maioria dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) marcava máxima, mas seguia em baixa ou na estabilidade. O DI para janeiro de 2020 estava em 6,51% ante 6,50% no ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2021 estava em 7,24%, máxima, ante 7,25% no ajuste de sexta-feira. O DI para janeiro de 2023 estava em 8,36%, máxima e mesma taxa no ajuste de sexta-feira.

O clima nos mercados internacionais de renda variável nesta segunda é positivo, por conta da expectativa de nova rodada de negociações sobre as questões comerciais entre Estados Unidos e China. Os mercados chineses voltaram de uma semana de feriado com fechamento em alta das bolsas e uma forte valorização do minério de ferro (8% no mercado futuro).

Também no exterior, repercute a entrevista do ministro da Economia do Brasil, Paulo Guedes, ao Financial Times publicada nesta segunda. Guedes prometeu encerrar anos de fracassadas intervenções do Estado por meio de grandes reformas de livre mercado no governo do presidente Jair Bolsonaro.

Ao jornal, ele também disse que a reforma da Previdência economizaria R$ 1 trilhão em 10 anos e que deverá ser aprovada "dentro de cinco meses". Nesta segunda, Guedes vai à Casa Civil para reunir-se com o ministro Onyx Lorenzoni, e outros secretários da Economia.

Somente depois da alta hospitalar do presidente Jair Bolsonaro, o texto da reforma da Previdência deverá ser concluído. É monitorado com atenção o estado de saúde do presidente, que mesmo internado há 15 dias no Hospital Albert Einstein não passou o exercício do cargo ao seu vice-presidente.

Boletim médico divulgado no domingo à tarde indica que Bolsonaro apresenta "boa evolução". Ainda assim, as visitas permanecem restritas e ainda não existe uma data oficial para a saída do hospital.

O Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda cedo pelo Banco Central, trouxe uma nova queda da projeção do IPCA no Relatório de Mercado Focus, divulgado pelo Banco Central. A mediana para o IPCA este ano passou de alta de 3,94% para elevação de 3,87%, perto da estimativa do Top 5, grupo de instituições que mais acertam as previsões.

Nesse ambiente de inflação baixa e atividade fraca, os economistas do mercado financeiro postergaram a possibilidade de alta da Selic. Eles esperam pela manutenção da taxa básica no atual patamar, de 6,50% ao ano, até janeiro de 2020, quando o Banco Central daria início a um novo ciclo de alta de juros.

Nesta segunda, a Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que subiu 0,20% na primeira prévia de fevereiro, após ter aumentado 0,03% na primeira prévia de janeiro. Com o resultado, o índice acumulou elevação de 0,21% no ano de 2019 e avanço de 6,88% em 12 meses.
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