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China convida negociadores dos EUA para continuar discussões, diz Kudlow

AE    12/05/2019 16:19

 


A China convidou o representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, para continuar as negociações comerciais, disse o assessor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, neste domingo, em entrevista ao programa de TV "Fox News Sunday". Autoridades dos EUA ainda não firmaram planos para a viagem, segundo Kudlow. Ele disse ainda que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, devem falar diretamente em uma reunião do G-20 no Japão no fim do próximo mês.

Os dois países vêm negociando um plano comercial há mais de cinco meses, e a última rodada de negociações chegou a um impasse em Washington. Os EUA elevaram tarifas punitivas de 10% para 25% sobre US$ 200 bilhões de importações chinesas a partir da última sexta-feira. Trump também ordenou que equipes do governo iniciem a preparação para impor taxas sobre mais de US$ 300 bilhões em bens que a China vende para os EUA.

Kudlow reconheceu no domingo que os norte-americanos, e não os chineses, pagam as tarifas, contradizendo a afirmação de Trump de que a China paga. "Na verdade, os dois lados vão pagar", disse Kudlow. Ele respondeu "justo o suficiente" para a afirmação do entrevistador Chris Wallace de que importadores e empresas dos EUA pagam o que é, na verdade, um imposto, e que ele é repassado a consumidores norte-americanos. Mas Kudlow acrescentou que os chineses sofrerão perdas no Produto Interno Bruto.

O representante disse que o processo para implementar tarifas adicionais a produtos chineses pode levar meses porque inclui audiências e um período de comentários públicos de 60 dias.

Até agora, a China não respondeu com medidas de retaliação, ao contrário das rodadas de escalada anteriores, quando elevou as taxas sobre os produtos norte-americanos.

Mas os EUA aguardam retaliação da China em aumento de tarifas, depois que as negociações em Washington terminaram sem acordo, segundo Kudlow. "As contramedidas esperadas ainda não se materializaram. Poderemos saber mais hoje, esta noite, ou amanhã", disse Kudlow.

A China tem opções tarifárias mais limitadas, já que importa menos produtos dos EUA do que o inverso, e a liderança chinesa também é limitada por uma economia que está se recuperando de uma forte desaceleração. A escalada tarifária é preocupante para as autoridades chinesas, que estão observando potenciais efeitos de propagação, do enfraquecimento da moeda à redução do investimento estrangeiro. A elevação das tarifas existentes ou a imposição de novas tarifas poderiam afetar os produtos que a economia chinesa precisa, como semicondutores, carne suína, petróleo e aviões de passageiros.

O principal negociador da China, o vice-primeiro-ministro Liu He, disse aos repórteres chineses antes de deixar Washington que a economia doméstica está melhor do que no ano passado, com ferramentas políticas suficientes e confiança nos negócios para resistir à pressão e "manter um desenvolvimento saudável".

Kudlow, em sua entrevista à "Fox News Sunday", disse que a economia dos EUA também é forte o suficiente para suportar negociações comerciais prolongadas. "Os potenciais ganhos econômicos de um bom acordo que abre o mercado da China e os torna parceiros comerciais legais, esses ganhos são enormes. Então, essa é uma análise de custo-benefício que eu realmente gosto." Fonte: Dow Jones Newswires e Associated Press.
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