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Médico acusado de estupro foi localizado após deixar CPF na compra de pílula do dia seguinte

Redação Guarulhosweb    01/06/2019 12:05

 

O médico peruano de 41 anos, reso pela Polícia Civil nesta semana dentro do hospital onde trabalha, em Guarulhos, por suspeita de ter estuprado uma estudante de 18 anos no início do mês passado numa rua da Zona Oeste da capital, foi encontrado porque deixou o número do CPF numa compra de pílulas do dia seguinte em uma farmácia, logo depois do suposto crime. Câmeras de segurança gravaram o suspeito e a vítima.
 
De acordo com a polícia, o crime foi cometido na noite de 5 de maio, quando o médico ofereceu carona à vítima até a igreja evangélica que ela frequenta. O homem foi preso por investigadores na manhã de quarta-feira (29) quando se preparava para trabalhar em um hospital de Guarulhos. Segundo a investigação, apesar de a vítima acusar o médico de tê-la estuprado dentro do carro, ele alega que a relação sexual entre eles foi consensual.
 
A Justiça decretou a prisão temporária do homem por cinco dias. Ela expira na próxima segunda-feira (3). Ele está na carceragem do 2º Distrito Policial (DP), no Bom Retiro, Centro de São Paulo. O 51º DP, no Butantã, que apura o caso, já pediu para converter a prisão dele em preventiva, ou seja, até um eventual julgamento. 
 
Pelas imagens de uma câmera de segurança,, é possível ver o instante em que ele para seu automóvel ao lado da estudante e começa a conversar com ela. Segundo a vítima, o homem perguntava onde ficava um caixa-eletrônico. A jovem relatou que indicou o lugar ao motorista, mas, segundo ela, o homem insistiu que não sabia chegar ao local e perguntou aonde ela iria. A vítima contou que pretendia ir à igreja e, de acordo com ela, o condutor ofereceu carona.
 
"A vítima, uma garota de 18 anos, ia para um culto na sua igreja quando foi abordada por esse homem que pediu informações sobre um caixa eletrônico", disse o delegado titular do 51º DP, Lupércio Dimov. "Temos esses vídeos que comprovam isso." As cenas mostram quando ela entra no veículo, que sai do local. Em seguida, segundo a moça, o homem saiu do carro, travou as portas e foi até um caixa eletrônico. Enquanto isso, a jovem aguardava dentro do automóvel.
 
Quando voltou, o motorista falou que é médico, segundo a estudante, que afirmou ter dito a ele que “estava com problemas na coluna, virilha e quadril”. De acordo com a moça, ele seguiu de carro com ela até uma rua próxima, onde parou o veículo e “começou a passar as mãos no joelho e no quadril [...], dizendo que a estava examinando”.
 
A estudante contou que ficou “travada” quando ele “colocou a mão dentro da calça [...] e apalpou a sua virilha, deixando-a tensa”. Em seguida, segundo o relato da vítima, o homem baixou a sua calça e a calcinha e a estuprou sem camisinha. A jovem disse que começou a chorar, pedindo para ele parar, mas o agressor não atendeu aos apelos.
 
 
Depois disso, a garota falou que o motorista pediu para eles se verem mais vezes. E seguiu de carro até uma farmácia na Rua José Filipe da Silva, onde comprou uma pílula do dia seguinte e deu para a garota sob a alegação de que não queria que ela engravidasse. Imagens das câmeras do estabelecimento gravaram o médico no local.
 
O homem então saiu da farmácia e levou a garota de carro até a igreja. No dia seguinte, em 6 de maio, a vítima procurou a 3ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), no Butantã, e registrou boletim de ocorrência pelo crime de estupro de autoria desconhecida, já que só tinha o primeiro nome do autor.
 
A garota foi levada ao hospital Sarah, onde tomou um coquetel de remédios contra doenças sexualmente transmissíveis.
 
Como o caso ocorreu na área do 51º DP, os policiais dessa delegacia iniciaram as investigações. Foram até a farmácia onde o médico comprou o remédio e viram que ele deixou seu CPF na compra. A partir do número desse documento, os investigadores localizaram o veículo e os endereços onde o suspeito poderia estar.
 
A polícia então pediu a prisão temporária do homem a Justiça, que a decretou por cinco dias. O médico não era encontrado na casa que estava em seu nome e só foi detido numa das unidades hospitalares onde atendia.
 
"Posteriormente a vítima foi chamada novamente para delegacia, onde reconheceu o médico como o homem que a estuprou", disse o delegado Lupércio, que o responsabilizou por estupro, um crime considerado violento e hediondo pela lei.
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Comentários:

  1. Anônimo 03/06/2019 07:57

    Sem noção

    Não estou defendendo o meliante (médico),mas vamos concordar que a moça não teve noção nenhuma ao aceitar carona de um desconhecido, poxa a violência está aberta ai pra todos verem, informação é oquê não falta.

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