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Feirante morto em roubo dizia que não aceitava ser assaltado: "Acordo 2h da manhã"

Redação Guarulhosweb    12/06/2019 20:38

 

O feirante Luciano Fagundes, de 32 anos, morto a tiros após reagir a um assalto em sua banca nesta quarta-feira, 12/06, no Jardim Rosa de Franca, dizia com frequência que não aceitaria ser roubado, pois era trabalhador e acordava 2h da manhã para sustentar sua família. A informação é de uma amiga e cliente que mora há quase 50 anos no bairro. 
 
“Era uma pessoa tranquila, alegre e muito atenciosa com a clientela. Nunca o vi de mau humor. Era uma pessoa maravilhosa. Não tem o que falar dele. Inclusive, às vezes, ele brincava que era gay. Estou inconformada com o que aconteceu”, disse. 
 
Ela afirmou que conhecia Luciano antes mesmo de ele se tornar pai. O feirante deixou esposa e uma filha de 7 anos. “Eu tenho uma coelha. Sempre comprava verdura com ele. Conversava, dava conselhos...Era muito próxima. Tanto que meu telefone não parou de tocar depois da morte. Todos queriam saber informações”, relatou.
 
A amiga da vítima também comentou que o bairro, onde fica o Zoo de Guarulhos, sempre foi tranquilo, mas que nas últimas semanas tem acontecido casos de roubo com frequência. “Entraram em algumas casas aqui. Nunca foi assim. Alguma coisa precisa ser feita”, pontuou. 
Além de Luciano, o seu sobrinho Rodrigo Fagundes, de 22 anos, também morreu no assalto. Segundo a Polícia Militar, os dois reagiram e entraram em luta corporal contra três criminosos armados, por volta das 14h15. Um deles teria atirado nos dois e todos fugiram num carro modelo HB20. Testemunhas foram prestar depoimentos sobre o caso.
 
“Era fim de feira. Provavelmente, estava com todo o dinheiro que ganhou no dia”, disse a amiga. “O sobrinho foi baleado tentando proteger o Luciano”, finalizou.
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