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Nissan Sentra SV, um sedã médio com jeito e conforto de gente grande

Redação Guarulhosweb    13/07/2019 09:00

 

Entre os sedãs médios para grandes disponíveis no mercado, o Nissan Sentra passa quase despercebido. Longe de ser líder de vendas ou preferido pelos consumidores, é uma opção interessante para quem busca um veículo “grande”, com razoável nível de equipamentos, motorização 2.0 e um câmbio automático bem resolvido. O GuarulhosWeb avaliou a versão SV, intermediária, que custa R$ 93,8 mil, durante uma semana, quando rodou em cidade e estrada, em meio ao trânsito bastante congestionado. Chama a atenção o nível de conforto a bordo para até cinco ocupantes.  
 
No visual, o Sentra 2019 repete a mesma roupagem da última renovação, dois anos antes. Mas apresenta como novidade mais conectividade, com a inclusão do Nissan Multi-App, sistema multimídia, que tem tela sensível ao toque de 6.2 polegadas e permite a visualização de fotos e vídeos com alta qualidade. Diferente de sistemas intuitivos oferecidos pela concorrência, trata-se de um sistema próprio, que pede que se baixe aplicativos como Waze, Spotify, TuneInRadio, WeatherChannel, Skype, entre outros. Não é um demérito, mas não “conversa” diretamente com seu smartphone, que já invariavelmente já tem esses mesmos aplicativos baixados.  
 
O Nissan Multi-App, por sua vez, permite acessar a internet (por meio da contratação do serviço à parte), fazer buscas por comando de voz, conectar o celular para atender ligações por viva-voz (via Bluetooth), ouvir música por meio da conexão com iPod, streaming, rádio ou arquivos digitais de mp3, tocar CDs e DVDs, além de visualizar fotos e vídeos. Seria mais ou menos o que ter um celular exclusivo para o carro, independente de quem o conduza.  
 
O conforto interno na versão SV se traduz em materiais de qualidade superior presentes nos descansos de braços, bancos – de couro –, painel suave ao toque, além das portas, que ganharam acabamento em piano black. O fácil acesso ao interior por conta do excelente grau de abertura das portas, de quase 90º, característica comum dos produtos Nissan, oferece mais conforto aos passageiros. O entreeixos de 2,70 m permite aos passageiros com mais de 1,80 m, por exemplo, acomodar-se com muito espaço, sem encostar os joelhos nos bancos dianteiros mesmo quando esses estão recuados. 
 
Para uma condução agradável, o motorista tem à disposição ajuste de altura do assento e também da coluna da direção, que ainda pode ser regulada na profundidade e altura. Tudo isso desde a versão de entrada. As versões SV (avaliada) e SL trazem bancos de couro para reforçar a sofisticação. 
 
Entre os outros equipamentos que se destacam estão a chave-inteligente i-Key; acionamento elétrico para os quatro vidros com um toque para motorista; botão para ignição do motor; sensor de estacionamento traseiro e controle de tração e estabilidade, além de ar-condicionado de duas zonas com controle automático de temperatura e câmera de ré  
 
Voltando para o design, destaque para o toque de esportividade presente no Sentra. Conta com parachoques e a assinatura da grade "V-Motion", além da tomada de ar inferior e faróis e lanternas. O capô de vincos ressalta a pegada esportiva, assim como os para-lamas dianteiros mais encorpados, que dão aspecto robusto. As rodas de liga leve são de 17 polegadas na versão SV avaliada. Há ainda o sensor crepuscular dos faróis. 
 
O Nissan Sentra conta com o motor MR20DE, de 2 litros, quatro cilindros e 16 válvulas, que é o único com essa cilindrada a ser flexfuel para o modelo em todo o mundo. Oferece 140 cavalos de potência a 5.100 rpm e entrega torque de 20 kgfm a 4.800 rpm. O câmbio XTRONIC CVT® de última geração, vai muito bem, conversando bem com o “motorzão”. Nada de solavancos ou trancos nas mudanças dde marchas que, como todo bom CVT, são praticamente imperceptíveis nas mais diferentes situações, até mesmo quando há mudanças bruscas de velocidade para cima ou para baixo.  
 
No consumo, média entre 5 e 6 km/l de etanol na cidade, mesmo pegando congestionamentos e utilizando ar condicionado. O único senão é que acaba tendo uma baixa autonomia, precisando ser reabastecido a cada 250 ou 300 quilômetros. Vale citar que, apesar de parecer alto, tem muito carro compacto com motores bem menores, que nem chegam perto do rendimento do Nissan, que gastam isso ou até mais.  
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