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Juros passam a exibir viés de baixa com dólar fraco

Karla Spotorno    18/07/2019 11:11

 


A curva de juros futuros abriu estável nesta quinta-feira, 18, de agenda e noticiários fracos. O dólar também opera com viés de baixa ante o real e, assim, não traz pressão nem de alta ou queda relevante para as taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI). Nesta semana, o mercado ficou simétrico e, na falta de distorções relevantes ou catalisadores externos, o investidor reduziu tanto a mudança de posições quanto o volume negociado em alguns dos principais vencimentos. Um dos contratos com maior liquidez diária, o que vence em janeiro de 2021, negociou 230 mil contratos na média diária desde a segunda-feira. Na semana passada, esse número foi de 419 mil. O DI para janeiro de 2020 abriu a 5,70%, mesma taxa no ajuste de quarta. O DI para janeiro de 2021 abriu a 5,57%, mesma taxa no ajuste de quarta. O DI para janeiro de 2023 abriu a 6,38%, mesma taxa no ajuste de quarta. O DI para janeiro de 2025 abre a 6,96%, mesma taxa no ajuste de quarta.

Um destaque na agenda da manhã é o tradicional leilão do Tesouro Nacional. Foram publicadas das portarias com a quantidade de títulos a ser ofertada. Serão oferecidas 5,5 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTN) e 1,5 milhão de Notas do Tesouro Nacional - série F (NTN-F). O acolhimento das propostas para o leilão será das 11h00 às 11h30. O resultado da operação será divulgado a partir das 11h45. A liquidação financeira será sexta.

Para esta tarde de quinta, é esperado anúncio do presidente Jair Bolsonaro sobre a liberação de parte de recursos do FGTS. O total a ser liberado das contas ativas dos trabalhadores deverá cair dos R$ 42 bilhões inicialmente aventados para R$ 30 bilhões. Ainda que a estimativa indique que a injeção de recursos leve o PIB crescer 1,1% em 2019, como mostra reportagem do Broadcast/Estadão, analistas entendem que a medida não vai atiçar a inflação.

Na quarta, as taxas dos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) encerraram praticamente estáveis. O entendimento de agentes do mercado é que faltam catalisadores para justificar movimentos mais fortes - seja para a alta das taxas seja para a queda. A possibilidade de os preços dos bilhetes de loteria aumentarem, como pediu a Caixa Econômica Federal do Ministério da Economia, fez alguns economistas elevarem a projeção para o dado de 2019, que pode alcançar 4,00%, mas ainda abaixo do centro da meta deste ano, de 4,25%. Na quarta, o Ministério da Economia confirmou que estuda o reajuste solicitado pela Caixa. O efeito pode ser de 0,11 a 0,17 ponto porcentual, segundo contas dos economistas consultados pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, a depender dos jogos e dos pesos que serão considerados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE.

A FGV divulgou que o IGP-M subiu 0,53% na segunda prévia de julho, após ter aumentado 0,75% na segunda leitura de junho. Com o resultado, o índice acumulou elevação de 6,15% no ano e avanço de 8,04% em 12 meses.
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