Toyota Hilux SRV Diesel 4x4, a bichona vem forte para a briga

Ernesto Zanon - Especial para o GuarulhosWeb - 28/04/2019 10:51

autos01 de Guarulhosweb
Entre as picapes médias (que se tornaram grandes) movidas a diesel top de linha, a briga é boa entre os fabricantes brasileiros. Em uma disputa direta pela liderança de um mercado que tem a Toyota Hilux e a Chevrolet S10  numa disputa intensa pela lideraça, os concorrentes apresentam produtos de ótima qualidade, cada vez mais requintadas, a fim de conquistar um consumidor disposto a investir entre R$ 150 mil e R$ 200 mil. A Toyota, reconhecida no terreno 4x4 desde as primitivas Bandeirante, aprimora – ano a ano – a eficiente Hilux, que chega aos 50 anos de vida, para mantê-la em uma posição de destaque nesta disputa.  
 
O GuarulhosWeb avaliou durante uma semana a versão SRV Diesel 4x4, que custa R$ 180 mil, e fica abaixo apenas da top de linha SRX (numa edição especial comemorativa de 50 anos do modelo). Na versão 2019, ela teve o design frontal modernizado e ganhou mais equipamentos que deixaram a “bichona”, como este tipo de picape é chamada em alguns segmentos, ainda mais robusta. 
 
Uma das diferenças mais notadas está na frente da Hilux. Ela ganhou grade hexagonal, traçada por três barras horizontais contornadas por um acabamento cromado. Com isso, houve a remodelação do para-choque dianteiro, onde foram incorporados os faróis de neblina. No tamanho, uma diminuição praticamente imperceptível de 15 milímetros em relação ao modelo 2018. Agora são 5.315 mm de comprimento, 1.815 mm de altura e 1.855 mm de largura, além da distância entre eixos, que permanece 3.085 mm. 
 
 A versão SRV adota rodas 18” e maçanetas externas cromadas, características que impulsionam o aspecto visual da picape. O nível de equipamentos torna a configuração ainda mais competitiva e robusta, ao adicionar: estepe em liga leve, airbags laterais e de cortina (totalizando sete), Smart Entry e Push Start, assistente eletrônico de subida (DAC), apenas nas versões a diesel, módulo para subida automática dos quatro vidros, luz de condução diurna e retrovisor eletrocrômico.  
 
Entre os equipamentos, apesar de ser um modelo top e com preço lá em cima, a Hilux SRV deixa a desejar em pequenos detalhes. Conta com itens como ar-condicionado automático digital, computador de bordo, piloto automático (em uma alavanca “alienígena” e antiquada acoplada junto à direção, incomoda), sensor de luz e luzes diurnas (DRL), entre outros itens. A central multimídia, por exemplo, apesar de abrigar GPS, TV digital e câmera de ré, não tem compatibilidade com sistemas operacionais de smartphones. Não é intuitivo. 
 
Grandalhona como toda picape deste segmento, em um primeiro momento, a Hilux incomoda um pouco no trânsito urbano. Parece um pouco pesada e passa a impressão até que pula demais, nas esburacadas ruas de nossas cidades. No entanto, logo nos primeiros dias da avaliação, já mais adaptado às dimensões, a picape parece ficar mais leve e confortável. O barulho do motor diesel não incomoda. As marchas do câmbio automático entram bem, sem incômodos.  
 
 Aliás, o motor Toyota D-4D 2.8L 16V Turbo de 177cv de potência a 3.400 rpm, todas de tração integral, é - sem dúvidas - a principal atração da Hilux SRV. Bem combinado com a transmissão automática de seis velocidades, respeitando as devidas proporções, dá até para manter uma tocada de carro de passeio grande.   
 
 Basta pisar até mesmo de forma leve para a resposta vir de forma rapidamente. O turbodiesel é inconfundível e garante quase um salto, em qualquer necessidade de arranque. Na estrada, avança a velocidades mais altas com extrema facilidade, impondo seu jeito de um veículo acima dos demais. Ao longo da avaliação, a impressão inicial de pular um pouco acima da conta desaparece. Até mesmo passageiros que vão no banco de trás, que em um passado recente neste mundo de picapes, não eram priorizados, acabam se sentindo bem, com espaço razoável para as pernas e cabeça.  
 
Na carroceria, ótimo espaço para cargas até maiores, sendo ideal para quem quer uma picape requintada, mas que não abre mão de transportar volumes maiores em viagens. A sistema de tração 4×4 reduzida com acionamento eletrônico, VSC (controle eletrônico de estabilidade) e A-TRC (controle eletrônico de tração), com bloqueio do diferencial, arante bom desempenho também no fora de estrada, confirmando também uma vocação rural, condição não avaliada pelo GuarulhosWeb.  
 
 
50 ANOS DE HISTÓRIA, SEGUNDO A PRÓPRIA TOYOTA
 
Um dos mais famosos nomes do segmento de picapes é, também, um dos mais tradicionais da história. Com meio século de vida completado em 2018, a Hilux chega a um novo patamar de seu ciclo de existência e atuação global. Trajetória marcada, inclusive, por sucessivas evoluções, moldadas pelas transformações em uma sociedade cada vez mais moderna, dinâmica e urbanizada. 
 
 Quando nasceu, em março de 1968, a picape da Toyota era equipada por um propulsor de 70 cv de 1.5 litro. O chassi era separado por uma suspensão dianteira de molas triangulares, enquanto a traseira era rígida de eixo/mola. Sua transmissão acompanhava caixa manual de quatro velocidades. Comportava até três passageiros e carga de até 1.000 kg. 
 
 Quatro gerações depois, em 1988, a Hilux conciliou, de forma aprimorada, o conceito de uso misto, tomando por base três pilares: potência, robustez e conforto.  
 
 Exatamente esta quinta geração, lançada no fim dos anos 1980 e que durou até 1997, foi protagonista da história da Toyota em um dos mais importantes segmentos no território nacional. As primeiras unidades da Hilux desembarcaram no País em 1992, oriundas do Japão, ano marcado pela abertura a produtos importados no mercado doméstico. Naquele mesmo ano, a Toyota encerrou o período com cerca de 400 unidades comercializadas. 
 
 A Hilux também participou do processo de desenvolvimento econômico e social no Brasil e no território latino-americano. A picape média da Toyota conquistou, ao longo desses 26 anos, notoriedade e ainda mais relevância. Tanto é que no Brasil, por exemplo, em um intervalo de três anos, saltou de 400 unidades vendidas em 1992 para 920 em 1993, depois para 1.279, em 1994, e chegou a 2.804, em 1995. Por este potencial, a Toyota decidiu pela produção regional, com início em 1998, na Argentina. 
 
 Com a chegada da oitava geração, em 2015, a Hilux vem ampliando tradição e renome ao superar barreiras continentais. Segundo a consultoria especializada no setor automotivo Focus2Move, na América Latina, o modelo já atingiu, nos primeiros sete meses de 2018, o terceiro lugar entre os veículos mais vendidos na região. Da Argentina, o modelo é exportado, além do Brasil, para outros 21 destinos. 
 
  
 
 
 
 

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