Fake news geram mais engajamento no Facebook que mídia tradicional

por Guarulhosweb - 27/05/2019 08:12

geral01 de Guarulhosweb
Informações falsas e com conteúdo extremo geram maior engajamento no Facebook do que notícias da mídia tradicional. A conclusão foi de um estudo do Instituto de Internet da Universidade de Oxford, um dos mais renomados do mundo. A investigação analisou a circulação de conteúdos em redes sociais relacionados às eleições do Parlamento Europeu, que tiveram início na quinta-feira (23) e ocorrem até este domingo (26).
 
A pesquisa avalia o que chama de junk news, que classifica como conteúdos “ideologicamente extremos, enganosas e informações com fatos incorretos”. A disseminação desse tipo de mensagem vem ocorrendo em larga escala em processos políticos na região e preocupado autoridades dentro da União Europeia.
 
“As junk news em nossa base tenderam a envolver temas populistas como anti-imigração, fobia contra grupos islâmicos, com poucos mencionando líderes ou partidos europeus”, afirmaram os autores. Os pesquisadores também verificaram o compartilhamento de mensagens de fontes russas, dialogando com a preocupação de interferência externa no pleito.
 
Sites populares de junk news na maioria dos idiomas obtiveram um engajamento de 1,2 a 4 vezes maior do que as notícias de meios jornalísticos tradicionais. Engajamento é o termo usado para interações com as publicações, como curtidas, compartilhamentos e comentários realizados.
 
Os idiomas com maior índice de engajamento envolvendo as junk news foram inglês (3,2 mil por publicação), alemão (1,9 mil), sueco (1,76 mil) e francês (1,7 mil). Nas páginas de Facebook de sites em italiano e polonês a situação se inverte, com os veículos jornalísticos obtendo maior engajamento do que as fontes de junk news.
 
Twitter
Já no Twitter, a presença de conteúdos enganosos foi menor. Menos de 4% das fontes, entre as mensagens analisadas, tinham como foco a difusão de junk news ou de sites russos. A exceção foi a Polônia, onde esse tipo de publicação representou 21% dos conteúdos analisados. Os veículos tradicionais de mídia tiveram desempenho melhor, com 34% das informações compartilhadas.
 
Metodologia
Os autores analisaram publicações em sete idiomas que circularam em redes sociais em países da região. Foram analisados mais de 580 mil mensagens no caso do Twitter e as principais fontes de junk news e de notícias de veículos profissionais no Facebook.

Seja o primeiro a comentar esta notícia.


Participe! comente esta notícia
informe o seu nome.
@
por favor um e-mail válido
T

Veja Também

Homenagem à Santa Dulce dos Pobres reúne 43 mil em Salvador

Cerca de 43 mil pessoas acompanharam neste domingo, 20, as mais de 5 horas de programação em homenagem à Santa Dulce dos Pobres, na Arena Fonte Nova,...

20/10/2019 21:12
ACM Neto nega fusão do DEM com o PSL: Não tem sentido se envolver na confusão

O presidente nacional do DEM e prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto, o ACM Neto, afirmou neste domingo, 20, que nunca houve qualquer...

20/10/2019 19:58
Para ex-líder do governo no Congresso, quem gosta de cargo é Eduardo

A ex-líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), reagiu neste domingo, 20, aos ataques feitos pelo deputado Eduardo Bolsonaro...

20/10/2019 19:24

Últimas Notícias

Cidades

Guti manda tirar exposição com cunho partidário do Adamastor

Uma exposição de fotos no saguão do Centro Municipal de Educação Adamastor, que exibia imagens de cunho...

20/10/2019 13:57

Carro Express

Fiat Strada Hard Working, a picape pequena feita para o trabalho resiste ao tempo

No mercado há 20 anos, a picape pequena Fiat Strada sobrevive como líder em um segmento que perde espaço para as médias,...

20/10/2019 11:35

Esportes

Flamengo perde de novo do Paulista e adia sonho do acesso à Terceirona

O Flamengo não conseguiu reverter a larga vantagem que o Paulista de Jundiaí conquistou no primeiro jogo da semifinal do...

19/10/2019 19:50