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'Não bebam a Belorizontina. Seja de que lote for', diz sócia da Backer

CERVEJA/MG/CONTAMINAÇÃO/MORTE/SUSPEITA/SÓCIA

Por Leonardo Augusto, especial para, O Estado

14 de Janeiro de 2020 as 20:48

As investigações da Polícia Civil sobre a contaminação da cerveja Belorizontina, da fábrica mineira Backer, se concentram nesse momento em um tanque da empresa com capacidade de 18 mil litros.

A fábrica tem outros 69.

As informações são da diretora de marketing e sócia-proprietária da Backer, Paula Lebbos.

A representante da empresa afirmou nesta terça-feira, 14, que ninguém deve consumir a cerveja suspeita de contaminação.

"Não bebam a Belorizontina.

Seja de que lote for", disse.

Paula Lebbos também afirma que não se deve consumir a cerveja Capixaba, que é a Belorizontina vendida no Espírito Santo.

Nesta terça-feira, 14, foi divulgado que uma mulher de 60 anos pode ser a segunda pessoa morta em Minas Gerais contaminada pela substância dietilenoglicol que, conforme investigação da Polícia Civil, foi encontrada em lotes da cerveja Belorizontina, produzida pela empresa Backer.

A morte ocorreu em 28 de dezembro e a vítima é moradora de Pompéu, na Região Central do Estado, e esteve em dezembro no bairro Buritis, na capital mineira, onde foram identificadas as primeiras contaminações.

A família da mulher informou às autoridades de saúde que ela tomou a cerveja Belorizontina.

A Polícia Civil voltou na manhã desta terça-feira à fábrica da Backer, no bairro Olhos D'Água, Região Oeste da capital.

Na segunda-feira, 13, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que já havia interditado a planta, proibiu a Backer de comercializar seus produtos e mandou a empresa recolher toda sua produção no mercado.

A fábrica deverá se posicionar ainda nesta terça sobre como será esse procedimento.

A representante da Backer afirmou não saber o que pode ter provocado a contaminação da cerveja.

Laudos da Polícia Civil apontaram a presença da substância dietilenoglicol em três lotes da Belorizontina.

Houve a confirmação ainda da presença de monoetilenoglicol na fábrica.

Ambas substâncias são utilizadas no processo de refrigeração da produção.

Segundo a Polícia Civil, ambas são altamente tóxicas.

"Não sabemos o que pode ter acontecido.

", disse Lebbos.

Atualização mais recente da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, divulgada nesta terça-feira, 14, afirma terem ocorrido até o momento 17 casos de intoxicação pelo dietilenoglicol.

Do total, uma é mulher e 16, homens.

Quatros casos já foram confirmados, com uma morte.

Os 13 casos restantes, segundo a secretaria, continuam sob investigação.

"Estou sem dormir.

Muito triste, assustada com tudo isso.

É preciso saber a verdade o mais rápido possível.

Peço que não julguem outras cervejarias pelo que está acontecendo com a Backer", disse.

Conforme a empresária, o mercado de cerveja artesanal é muito importante para Minas Gerais.

O jornal O Estado de S.

Paulo acionou a Polícia Civil e aguarda resposta sobre a informação da representante da empresa de que, por enquanto, apenas um dos tanques está sob investigação.

As informações são do jornal O Estado de S.

Paulo.