Queremos fazer a transformação do Estado brasileiro, diz Guedes

Denise Luna, Fernanda Nunes e Vinicius Neder - 08/11/2019 13:42


O ministro da Economia, Paulo Guedes, demonstrou otimismo com a tramitação no Congresso Nacional do conjunto de propostas de reformas anunciado na última terça-feira, 5, e destacou o apoio do presidente da República, Jair Bolsonaro, no processo. "Essa reforma não vai ser como a Previdência, que teve um corte grande, porque está sendo feita junto com o Congresso. O aprendizado nosso foi esse. Em vez de jogar R$ 1 trilhão e não sei quanto, fomos conversando. Demora um pouquinho mais, mas está tudo mais ou menos entendido e mais ou menos encaminhado", afirmou, já na parte final da palestra de 1h10 com a qual encerrou o seminário Reavaliação do Risco Brasil, organizado pelo Centro de Economia Mundial (CEM) da Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio.

Segundo o ministro, a ideia de seu programa econômico é "completar" a transição para uma economia mais aberta, atacando as causas dos problemas econômicos.

"Nosso programa não é para gerar um superávit primário, não é para fechar as contas com alta de imposto. Queremos fazer a transformação do Estado brasileiro", afirmou Guedes, também na palestra. "Não vou combater sintomas, vou combater as causas", completou o ministro, ressaltando ainda que um dos objetivos é deixar um "legado de responsabilidade fiscal". "Tínhamos a Lei de Responsabilidade Fiscal, mas não a cultura de responsabilidade."

O ministro também destacou o apoio do presidente Jair Bolsonaro ao conjunto de propostas. Guedes exaltou a "determinação" e a "firmeza" do presidente, após lembrar que a atuação política de Bolsonaro flexibilizou as propostas originais, que, na "sala de aula", previam desindexar, desobrigar e desvincular todas as despesas públicas, sem distinção. "Nada disso seria possível sem ele", afirmou Guedes sobre Bolsonaro.

Guedes também comemorou resultados positivos na economia, como a expansão do crédito privado, que, segundo ele, "está subindo a dois dígitos" por mês, num movimento de "crowding in". "Os spreads dos bancos vão começar a descer porque a competição vem do passado e do futuro", afirmou Guedes, numa referência aos bancos digitais e "fintechs".

Seja o primeiro a comentar esta notícia.


Participe! comente esta notícia
informe o seu nome.
@
por favor um e-mail válido
T

Veja Também

Petrobras: Mesmo sem reajuste de combustíveis, vigoram princípios de paridade

Ainda que mantenha os preços da gasolina e do óleo diesel inalterados em suas refinarias, a Petrobras reafirmou, em nota, a manutenção da política de...

18/11/2019 20:23
Bolsas de NY sobem renovando recordes em meio a dúvidas sobre acordo EUA-China

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta segunda-feira, com os índices renovando recordes de fechamento, após oscilarem entre perdas e ganhos ao...

18/11/2019 19:21
Jair Bolsonaro sobre encontro com Yao Wei, CEO Huawei do Brasil: Apenas ouvi -

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira que a empresa Huawei quer operar a faixa 5G no Brasil. Bolsonaro encontrou-se com o presidente...

18/11/2019 19:16

Últimas Notícias

Cidades

Intervenção da Sabesp afeta abastecimento de água em 6 bairros nesta terça-feira

A Sabesp informa que no dia 19/11 (terça-feira) realizará uma intervenção programada no sistema de...

18/11/2019 18:09

Esportes

Guarulhos vence Osasco e conquista a medalha de bronze nos Jogos Abertos do Interior

O time masculino sub-20 do Guarulhos, representado pela equipe do Flamengo, venceu o Osasco/Audax, por 2 a 1, na tarde desta segunda-feira, 18/11, e...

18/11/2019 17:45

Cidades

Homem é atropelado por ônibus no Bom Clima e socorrido com fratura exposta ao HGG

Um homem de 47 anos foi atropelado por um ônibus na Avenida Tiradentes, sentido bairro, altura do 3792, no Bom Clima, às 14h37 desta...

18/11/2019 17:26