Ex-secretário de Saúde do PT engrossa greve do sindicato de médicos

por Guarulhosweb - 02/12/2019 14:02

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Não bastasse a baixíssima adesão à greve do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp) neste primeiro dia de movimento em Guarulhos, a participação do ex-secretário de Saúde dos governos do PT na cidade, Carlos Derman, confirmou o caráter partidário do pequeno grupo que preferiu às ruas em vez de atender os pacientes nas Unidades Básicas de Saúde. Na quinta-feira, o GuarulhosWeb revelou que Eder Gatti, que está em seu segundo mandato como presidente do Simesp, reelegeu-se em 2017 pela Chapa 1, ligada à CUT, braço sindical do PT. Coincidentemente, em seu primeiro mandato, durante a administração do PT na gestão municipal, não promoveu qualquer movimento parecido em Guarulhos. 
 
O GuarulhosWeb apurou que os poucos médicos que aderiram (seriam menos de 50 em cerca de 800 lotados na Secretaria Municipal de Saúde) são ligados ao PT e têm interesses partidários. Tanto que o movimento não tem reivindicação salarial. A maior bandeira do Sindicato é a defesa de um menor número de atendimento pelos médicos aos pacientes nas UBSs. Eles querem atender apenas 3 por hora, enquanto a Secretaria estipula quatro atendimentos a cada 60 minutos.  Em convênios médicos e clínicas particulares, os médicos realizam de 5 a 6 consultas por hora. 
 
A maior crítica do Sindicato a atual administração é em relação ao aplicativo Saúde Guarulhos, lançado há 40 dias e que tem, entre outras funções, a possibilidade de monitorar o atendimento médico nas unidades, evitando que os maus profissionais não cumpram a carga horária. O Sindicato aponta que isto está sobrecarregando os médicos.  
 
O Simesp convocou um ato para a manhã desta segunda-feira na praça Getúlio Vargas. Menos de 20 médicos compareceram. Em frente ao prédio da Câmara Municipal, eles pintaram os rostos e exibiram cartazes contra a administração. Neste local, Carlos Derman, o secretário de Saúde do PT, se colocou ao lado dos grevistas.  Na assembleia realizada quarta-feira, que decidiu pela greve, apenas 25 pessoas estiveram presentes, entre diretores do sindicato, assessores e médicos de Guarulhos. 
 
Nesta terça-feira, haverá uma audiência de conciliação na Justiça do Trabalho, já que a Prefeitura entrou com dissídio coletivo em relação ao movimento. Não há informações de que a greve tenha prejudicado o atendimento médico nas unidades de Saúde.  
 
Nem Prefeitura nem Simesp divulgaram dados oficiais sobre a adesão ao movimento.  

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